Paulo Afonso-BA: Decreto da morte. Lei para garantir o livre trânsito da doença na cidade

Decreto n° 5. 918 – O Decreto da morte, por Pastor e Professor Sidney Cézar.

Nunca vi tanta hipocrisia num documento só. Aqui eles só asseguram que tudo fique absolutamente aberto na cidade. Um absurdo de hipocrisia deslavada.

Não tem isolamento social, não tem combate à doença, não tem quarentena. O que tem é um documento para assegurar que tudo continue do jeito que está, ou seja, tudo aberto. Só que agora com a legalidade do decreto para dar a falsa sensação de que existe um combate.

Essa coisa tem que ser levada a sério. Somos o resultado das decisões políticas no município.

Quando a mortandade aumentar na cidade todos nós nos conscientizaremos da emergência do fechamento radical.

Sei que é difícil se manter economicamente com o fechamento radical já que o Estado não visa o povo e as autoridades não desenvolvem políticas públicas de distribuição de renda porque só pensam neles.

Mas usar um pseudo combate da doença a partir de um decreto para passar pano para a economia e a sensação de que estão fazendo algo para a segurança do povo é o cúmulo do absurdo, da estupidez, da loucura e da hipocrisia.

Tratem isso com seriedade, com determinação e com humanidade.
Tratem a questão dialogando com as autoridades especialistas na área. Duvido que um médico sério aprovaria esse decreto.

Fico indignado, angustiado, decepcionado e revoltado com as autoridades por causa da forma que estão lidando com essa tragédia sendo inconsequentes e irresponsáveis. A mortandade que chega a mais de 200 mil óbitos ainda não foram suficiente para abrir os olhos dessa gente? Onde vamos parar?

Essas autoridades devem começar a ser responsabilizadas pelas mortes no Brasil. A quem muito é dado, muito lhe é cobrado. O juízo sobre esses deve ser exemplar na punição para o cumprimento do seu dever.

Basta de tanta sandice e incompetência!

 

Foto Ilustrativa/Divulgação.